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Postado por em jul 13, 2015 em -, LIGHTITUDE | 0 comentários

De repente uma rockeira vegana

De repente uma rockeira vegana

Oi amigos,

Hoje é DIA DO ROCK!!! Então inauguramos uma coluna com minha amiga de infância e rockeira da banda “Nove Zero Nove”, a Eliza. A convidei pra ser colunista porque achei inusitada sua escolha pelo veganismo sendo tão “hard core”: no estilo de vida, experimentando um ambiente repleto de rock in roll e subindo aos palcos diariamente pra cantar tocar baixo!

Eu já falo de cara: sou carnívora e não estou aqui fazendo nenhuma apologia ao veganismo! Gosto de comer carne e não sinto culpa alguma por isso, mas quero muito que aqui seja um espaço aberto para novas idéias e discussões! Espero que gostem da coluna da minha amiga metaleira!!! Um beijo grande, Fabi

Cabeçalho Eliza Schinner

A falta de regras, barreiras e limites sempre me agradou, assim como agrada a qualquer bom “rocker”. Já me gabei por ter comido todo o tipo de bichos existentes no mundo (inclua aí nojentas larvas e gafanhotos, considerados verdadeiros quitutes em alguns países), assim como já me gabei daquele ultra clichê discurso de que o ser humano, com toda sua racionalidade, podia comer o que lhe conviesse, afinal, somos os reis super poderosos da cadeia alimentar.

Bullshit! Hoje, aos 33 anos (e quase 1 ano de veganismo), olho pra trás com a mais pura certeza de que o tempo é o nosso maior professor, e com um cérebro e alimentação completamente diferentes, cheios de regras e limites que me auto-impus, e que só me trouxeram o bem-estar, a saúde, o colesterol zero e a consciência completamente leve, por saber que absolutamente nenhum animal deste mundo sofre qualquer tipo de crueldade ao meu favor.

Ninguém vira vegano “do nada”. A ideia de mudar completamente minha dieta veio com a força de minha melhor amiga, com quem divido um apartamento, Liz Nacif (também rockeiríssima e ex-carnista). Liz e seu marido passaram por aquele choque psicológico de assistir a filmes como “A Carne é Fraca”, “Terráqueos” e as paletras do militante vegano Gary Yourofsky. De um dia para o outro, me alertaram: “A tendência é que nesta casa não entre mais nenhum produto de origem animal”.

Para não contrariar, topei o desafio: assistir a todos os filmes com eles. Pronto. VIREI VEGANA! Sim, é simples assim. E não! Não sou “Maria vai com as outras”. Simplesmente não tive nunca mais a MENOR vontade de ingerir produtor de origem animal depois de assistir a tanta crueldade, a qual eu me recusava a ver anteriormente. O pior cego é aquele que não quer ver, e uma das coisas mais comuns de se ouvir quando se vira vegano, é: “Ai, Eliza, eu que não vou assistir a estes vídeos, senão vou ter que parar de comer carne, que nem você!”

Como não estou aqui pra catequizar ninguém, apenas deixo meu depoimento, e meu exemplo de que bastou abrir os olhos, e me deixar enxergar a realidade, para não querer nunca mais ser a causadora de dor, de humilhação e de crueldade de qualquer espécie a qualquer espécie. E nunca fui tão feliz. Ser vegano não dói. Pelo contrário. Só me faz bem.

Outra coisa super comum que escuto TODOS os dias é: “Você é vegana, então você só come mato? E como você ingere proteína?” Como resposta, hoje, envio apenas uma foto do meu delicioso almoço, com cogumelos Paris, quiabinhos refogados, feijão manteiga, arroz, couve-mineira, brócolis e couve-flor com alho e muita pimentinha calabresa, e purê de abóbora. Todo e qualquer ingrediente citado acima, por acaso, é fonte de proteína. A resposta completa fica para o próximo post. :)

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